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Conceito e origem da residência secundária
forma de unidades habitacionais isolados ou agrupados em
condomínios; e) e, por fim, alguns pesquisadores classificam as
residências secundárias de acordo com a morfologia, a origem
dos ocupantes, a disponibilidade de serviços e a condição de
posse do domicílio.
A ocupação inicial por residências secundárias pode
ocorrer em áreas isoladas e desconhecidas, por residentes de
um nível social mais elevado, com as facilidades de acesso
por meio dos transportes, tornando essas áreas mais acessíveis.
Também pode ocorrer que grupos de residentes de uma con-
dição inferior passem a instalar suas residências secundárias,
transformando as condições iniciais de ocupação. Geralmen-
te, segundo Tulik (1998), a primeira onda de ocupação ocorre
concomitante às melhorias das condições de acesso, ao apa-
recimento de transportes coletivos e à presença de serviços,
consequentemente aumentando a relação entre os espaços
vizinhos. Essas sucessivas ondas de ocupação de residências se-
cundárias, ainda segundo Tulik (1998), impelidos por diversos
motivos, revezam-se, transformando as características originais
das áreas selecionadas.
O uso da residência secundária não está somente restrito
ao lazer e descanso de seu proprietário e familiares, sendo a
compra de um imóvel investimento seguro diante da instabi-
lidade financeira.Tulik (1998) coloca que a aquisição de uma
residência secundária é uma oportunidade de obter lucros, seja
com o aluguel ou arrendamento deste bem durável. A aquisi-
ção de uma residência secundária, para Tulik (1998), mais do
que aplicação de parte da renda, significa investir no sonho da
posse de um bem simbólico de distinção social, capaz de confe-
rir
status
ao proprietário.
Muitos imóveis no meio rural, considerados residências
secundárias devido à sazonalidade de seu uso, são fonte de
rendimentos para os proprietários que decidem os alugar ou
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