Página 30 - A Resid

Versão HTML básica

Kelson de Oliveira Silva
28
arrendar a terceiros nos períodos em que estes imóveis esta-
riam desocupados. No entanto, é necessário analisar os riscos
do mercado, considerando-se o que Tulik coloca:
Todavia, deve ser considerado que esse investimento não ofe-
rece liquidez e nem estabilidade imediatas, pois a sua venda
ou aluguel estão sujeitos às leis da oferta e da procura e, nem
sempre, estes imóveis são alugados, permanecendo vazios na
maior parte do ano
(TULIK, 1998, p. 203)
.
O surgimento de núcleos de residências secundárias fora
dos centros urbanos tem uma relação direta com o crescimento
e modo de vida na cidade (COLÁS, 2003). Quanto maior a
proporção de usuários de residências secundárias, maior tam-
bém será a população urbana emissora mais próxima. Em-
bora existam casos em que a presença desses núcleos tenha
relação mais forte com turistas estrangeiros, de forma que não
necessariamente esses núcleos sofram influência imediata das
cidades vizinhas. No que diz respeito ao Brasil, de modo ge-
ral, as residências secundárias são de propriedade de pessoas
vindas principalmente das capitais metropolitanas, no entanto,
recentemente – anos 2000 – observa-se a presença de alguns
empreendimentos fechados de propriedade de estrangeiros, si-
nalizando mudanças espaciais na dinâmica imobiliária e turís-
tica nacional.
Quanto à presença territorial de residências secundá-
rias no meio rural, Cavaco (1999) afirma que esses domicílios
contribuem com a produção do espaço onde estão instalados,
viabilizando a construção de infraestrutura urbana e ajudando
a manter níveis mínimos da atividade econômica local, empre-
gando mão de obra e aquecendo o comércio.
O progressivo crescimento urbano, as melhoras sociais,
o desenvolvimento tecnológico e das comunicações, causas
wk