Kelson de Oliveira Silva
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Por fim, na terceira área estaria localizada a mais de
1.500 km do centro emissor, apresentando baixa presença de
residências secundárias. Considerando-se a relativização do
tempo-distância, em virtude da melhoria dos meios de loco-
moção e as benfeitorias rodoviárias, esse modelo apresenta al-
gumas limitações metodológicas que não explicam, por exem-
plo, a presença de residências secundárias em municípios muito
distantes de centros urbanos emissores de veranistas.
Os modelos desenvolvidos para analisar o surgimento e
desenvolvimento de residências secundárias, pesquisados por
Colás (2003), vinculam o crescimento urbano dos centros emis-
sores com a incorporação de antigos núcleos de residências se-
cundárias à região metropolitana, apontando o posterior sur-
gimento de novos sítios periurbanos de lazer. Por último, Colás
(2003) cita o modelo de Strapp, que mostra o crescimento de
residências secundárias como fator de revitalização de áreas
onde o turismo tradicional esteja em declive.
Conforme Colás (2003), os critérios de classificação das
residências secundárias são diversos, assim distribuídos: a) a
frequência temporal seria um dos elementos mais utilizados
pelos pesquisadores para classificar as residências secundárias;
b) a localização seria também outro fator de classificação;
geralmente se diferenciam em três tipos de residências secun-
dárias: as localizadas na periferia das cidades ou dos centros
urbanos; as localizadas na zona rural; e as localizadas em
montanhas ou no litoral; c) a finalidade do uso da residência
secundária é outro elemento considerado como de fundamen-
tal relevância. O grupo mais numeroso é formado por quem
usa a residência secundária com o propósito de turismo e la-
zer, se distinguindo daqueles que se destinam a outros fins, tais
como trabalho, pesquisas acadêmicas, agrícola, entre outros;
d) outra forma para classificar e distinguir as residências se-
cundárias é identificar se os domicílios estão distribuídos na
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