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Conceito e origem da residência secundária
National de la Statisque et des Études Économiques não
inclui essas habitações móveis na categoria de residências
secundárias.
Essas habitações móveis na Espanha, embora não repre-
sentem a mesma importância numérica que na França, tam-
bém não são incluídas pelo INE em sua definição conceitual
de residência secundária. Para o INE, uma residência secundá-
ria é um domicílio familiar e ocupa um edifício ou parte dele,
acrescentando Colás (2003) que esse órgão não considera a
multipropriedade ou o
time share
como sendo residência secun-
dária, embora sejam modalidades de alojamentos turísticos em
largo crescimento na Espanha.
A capacidade da residência secundária de acomodar
toda a família é apontada por Colás (2003) como uma das
principais características desse tipo de domicílio sazonal, acres-
centando que os vínculos estabelecidos com o território são
bem diferentes dos que os dos hotéis e pousadas. Para o autor,
a frequência nos fins de semana e nas férias estabelece um tipo
de relação mais estável e duradoura com o lugar.
Na União Europeia são os espanhóis, os gregos e em
menor proporção os italianos que mais usam uma residência
secundária no período de férias (COLÁS, 2003). Na Espanha,
esse tipo de alojamento turístico ganhou maior importância
entre os anos de 1982 e 1985.
Os principais fatores locacionais da residência secun-
dária apontados por Colás (2003) são a paisagem; o clima;
a acessibilidade; a presença de serviços comerciais e públi-
cos; e o valor do solo. A paisagem, constituída por seus ele-
mentos físicos: mar, rios, montanhas, florestas, e os elementos
sociais, os povos, os lugares pitorescos, e a cultura, tornam-se
atrativos aos usuários de domicílios de uso temporário. O
clima incide na localização de residências secundárias, de
modo que:
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