Kelson de Oliveira Silva
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A condição urbana dos usuários de residências secun-
dárias é outro importante ponto em comum entre os pesqui-
sadores, embora se afirme que com menor frequência também
se dê entre os habitantes das zonas rurais (COLÁS, 2003). A
utilização sazonal da residência secundária, a frequência do
seu uso, a propriedade e sua utilização estritamente recreativa
são elementos comuns, segundo Colás (2003), entre as distintas
definições conceituais. Entretanto, o regime de aluguel é um
dos temas mais controverso no debate conceitual entorno da
residência secundária.
Recurso financeiro e tempo livre são duas condições
apontadas por Colás (2003, p. 21), características dos usuários
de residências secundárias: “En realidad, estas residencias de
ocio únicamente estaban al alcance de la aristocracia, la clase
social que poseía la riqueza y no estaba sometida a los impera-
tivos del trabajo cotidiano como el resto de clases”.
A residência secundária, enquanto tipo de alojamento,
antecedeu o que hoje se compreende por turismo, assumin-
do, atualmente, formas e usos distintos do século XIX, porém
mantendo como premissa o uso esporádico nos períodos de
lazer por pessoas que possuem um domicílio principal. Colás
(2003, p. 32), conceitua essa modalidade de alojamento nos
seguintes termos:“Ahora bien, em el sentido estricto uma resi-
dencia secundaria es aquella vivienda que es ocupada de for-
ma temporal, esporádica respecto una principal, independiente
del tipo de uso”.
Habitações móveis, tais como
trailers
, bangalôs, ten-
das de
campi
, barcos amarrados, entre outros, são tipos de
moradias móveis que realizam funções de alojamento, de-
sempenhando papel importante no setor turístico da França,
Grã Bretanha, Alemanha e Países Baixos (COLÁS, 2003).
Entretanto, de acordo com Colás (2003), na França, onde os
trailers
estão presentes na vida de muitos franceses, o Institut
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