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Conceito e origem da residência secundária
Com a expansão urbana, o desenvolvimento da infor-
mática, das comunicações, e estradas, as áreas ocupadas por
residências secundárias são transformadas em permanentes,
de acordo com Valenzuela (1988, p. 72): “Comienza a ob-
servarse una creciente tendencia a convertir la residencia
secundaria em vivienda permanente a la hora de la jubila-
ción”.A transformação do uso da residência secundária em
permanente ocorre devido à redução da relação tempo/dis-
tância até o centro urbano, mudanças essas alteradas com a
melhoria dos meios de deslocamentos, como vias de acesso,
aquisição de um automóvel facilitando as idas e as voltas ao
local de trabalho e consumo.
A produção de residências secundárias no entorno das
metrópoles ocorre em círculos concêntricos, conforme afirma
Tulik (2001), formando cinturões que ultrapassam as zonas de
comutação
2
se estendendo de acordo com as peculiaridades
espaciais de cada lugar e país.
Na Espanha, o Instituto Nacional de Estadística (INE),
órgão público federal, considera a residência secundária um
imóvel utilizado somente algumas vezes por ano, de forma pe-
riódica e esporádica, não se constituindo na residência habitu-
al, ou principal, de uma ou mais pessoa:
[...] cuando es utilizada solamente parte del afio, de forma
estacional, periódica o esporádicamente y no constituye resi-
dencia habitual de una o varias personas. Puede ser, por tanto,
una casa de campo, playa o ciudad que se emplee en vaca-
ciones, verano, fines de semana, trabajos temporales o en otras
ocasiones (COLÁS, 2003, p. 6).
2  “Comutação (commuting) corresponde ao movimento pendular, típico dos
grandes centros urbanos, que as pessoas moradoras na periferia realizam, dia-
riamente, entre o local de trabalho e o local de residência permanente” (TULIK,
2001, p. 71).
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