Página 22 - A Resid

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Kelson de Oliveira Silva
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As vias e meios de acessos representam possibilidades de liga-
ção entre residências permanente e secundária e, ao mesmo
tempo, ligam os lugares entre si. A distância reduzida ou a
excelência das condições de acesso podem favorecer a pre-
sença de residências secundárias, como acontece com alguns
itinerários privilegiados que concentram a maioria dos fluxos
(TULIK, 2001, p. 12).
O uso mais ou menos frequente da residência secundá-
ria, nas férias e fins de semana, tem uma relação direta com
os deslocamentos. Por isso, fatores diferenciados de disponibili-
dade financeira e de tempo livre podem interferir nesses deslo-
camentos (TULIK, 2001). A disponibilidade financeira envolve
dois momentos distintos na aquisição da residência secundária; o
primeiro anterior a compra do imóvel e o segundo ao longo da
apropriação, referente aos custos de manutenção da propriedade:
Presume-se que uma pessoa que adquire uma residência se-
cundária – e há aqueles que possuem mais de uma – deve ter
condições mínimas para arcar com os custos de transporte.
Resta, então, o tempo livre que interfere nas possibilidades dos
deslocamentos (TULIK, 2001, p. 57).
O tempo livre é, portanto, condição ao uso de uma re-
sidência secundária, de forma que os fins de semana são con-
vertidos em um fato social apropriado pelos veranistas que ge-
ralmente iniciam suas migrações com destino ao lazer em seus
domicílios temporários, na sexta-feira à noite ou no sábado pela
manhã, retornando quase sempre no domingo à tarde (ASSIS,
2003).A possibilidade de dispor de tempo livre nos fins de sema-
na, segundoTulik (2001), representa uma conquista social, favo-
recendo diferentes camadas da sociedade que passaram a usu-
fruir da possibilidade de adquirirem uma residência secundária.
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