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Conceito e origem da residência secundária
A aquisição de uma residência secundária implica custos
e gastos com a sua construção e a necessidade posterior de ma-
nutenção, como também despesas com pessoal, impostos, servi-
ços públicos e o deslocamento até o local de férias ou descanso.
Conforme colocaTulik (TULIK, 2001, p. 11):“ter uma residên-
cia secundária significa possuir disponibilidade financeira até
mesmo para chegar ao destino, pois, implica, na maioria das
vezes, a posse de veículos ou, com menor frequência, a utiliza-
ção de transportes coletivos”.
Essa dependência regular com o território seja por neces-
sidade de serviços urbanos ou em função da obrigatoriedade
de pagamentos de tributos, implica, de acordo comAssis (2001),
em estabelecer um vínculo permanente entre as áreas de ori-
gem e as áreas de destino, de forma que se criam identidades
e territorialidades, muitas das vezes tendo como consequências
conflitos entre os proprietários de residências secundárias e os
moradores fixos.
A renda e o meio de transporte são fatores fundamentais
para a aquisição da residência secundária, ficando, portanto,
evidente que essa forma de alojamento está destinada às pes-
soas que dispõem de um mínimo de excedente de recursos fi-
nanceiros para arcar com seus custos.
A residência secundária, embora seja uma modalida-
de de alojamento familiar, também pode representar lucrati-
va oportunidade de investimento, e conforme Tulik (2001, p.
11),“adquirir uma residência, mais que aplicar parte da renda,
pode significar investimento efetivo no sonho da posse, aspira-
ção muito próxima de outro aspecto relevante que é a ascen-
dência social”.
Segundo Tulik (2001), a distância da residência secun-
dária em relação ao domicílio permanente varia conforme o
tamanho da área urbana emissora; quanto maior a população,
maior a distância até a residência secundária:
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