Kelson de Oliveira Silva
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ocorrendo também que esses imóveis de uso ocasional podem
passar a ser de uso permanente.
No Brasil, a residência secundária ou segunda residência,
termos esses mais comuns na literatura científica, é popular-
mente denominada “casa de praia”,“casa de veraneio”,“ban-
galô”,“cabana”,“chalé”,“chácara”,“quinta”,“sítio”,“casa de
campo”, “rancho” (mais comum na Região Centro-Oeste do
país), “granja”, “casa de fazenda”, entre outros menos conhe-
cidos. Em outros países, a residência secundária também tem
diversas denominações: na França –
residence
secondair
,
maison de
campagne
,
residence touristique
; em países de língua anglo-saxô-
nica –
second home
;
vacation home
; na Espanha – segunda casa;
segundo hogar
;
casas vacacionales
; e na Itália –
seconda casa
.
Para Tulik (2001), a ideia de residência secundária con-
trapõe-se à de residência permanente, denominada também de
principal, normal ou primária. Isso significa que o ocupante
da residência secundária deve, obrigatoriamente, habitar outro
domicílio considerado principal.
A definição de residência secundária de Tulik (2001) co-
loca esse tipo de imóvel como sendo um alojamento turístico
particular, utilizado temporariamente nos momentos de lazer,
por pessoas que têm domicílio permanente em outro lugar e re-
presentam uma relação permanente entre a origem e o destino,
uma vez que estabelecem regularidades entre saídas, chegadas
e retornos, expressa na relação tempo-custo-distância:
Expressão maior do turismo de fim de semana (embora possa
também ser utilizada nas férias), a residência secundária tem
sua localização definida pela relação tempo-custo-distância.
Esses fatores podem contribuir para a valorização de recursos
naturais e culturais mais próximos dos centros emissores, que
são preferidos a outros, de qualidade superior, porém, mais
distantes (TULIK, 2001, p. 13).
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