Página 13 - A Resid

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Apresentação
ocupação de áreas de importância ecológica, privatização de
faixa de praias de propriedade da União, entre outros.
Com a implantação das políticas regionais de promo-
ção do turismo no Nordeste (Programa de Desenvolvimento
do Turismo/Nordeste), a partir da década de 1990, as obras de
infraestrutura, especialmente aéreo-rodoviária, intensificaram
a produção de residências secundárias nas capitais nordestinas
e cidades litorâneas adjacentes direta/indiretamente influen-
ciadas, no qual se observa a entrada de investimentos interna-
cionais destinados a produção imobiliária de residências secun-
dárias nas praias do Nordeste.
Esses investimentos são direcionados para a construção
de empreendimentos de luxo, que agrupam, em alguns casos,
domicílios permanentes e de uso secundário, servidos de in-
fraestrutura de lazer, comércio, serviços de estética, academias,
áreas para práticas de esportes, entre outros. São empreendi-
mentos de residências secundárias construídos com investi-
mentos estrangeiros e comercializados preferencialmente para
atender a demandas igualmente estrangeira.
Ao longo dos últimos dez anos (2000-2010), a residência
secundária vem se constituindo em produto imobiliário for-
temente revestido de poder comercial, altamente valorizado.
A expansão dessa modalidade de empreendimento residencial
e turístico tem despertado a atenção de estudiosos e pesqui-
sadores de diferentes áreas, tais como geógrafos, turismólo-
gos, sociólogos, arquitetos, economistas e juristas, entre outros,
preocupados em investigar seu significado e suas implicações
socioespaciais.
Atualmente, verifica-se significativas mudanças no
que diz respeito à residência secundária no Brasil, dentre as
quais podemos ressaltar três aspectos relevantes: os investi-
mentos envolvem grandes volumes de capital internacional,
nacional e ou associados, nacional/internacional; tanto os
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