A
de florestas, não é possível a formação de enxurradas,
e o trabalho do lençol de escoamento se faz com difi-
culdade. Já nas zonas de campo, com certo declive, o
trabalho de erosão em lençol é mais fácil.
ÁGUA ADSORVIDA
Água fixada na superfície dos sólidos
por forças moleculares de adesão. Forma uma película
de uma ou mais camadas de moléculas de água. Ocor-
re tanto na zona saturada como na não – saturada.
Normalmente é de baixa qualidade química.
ÁGUA AGRESSIVA
Água naturalmente ácida e que apre-
senta uma ação corrosiva, devido principalmente ao
conteúdo de anidrido carbônico dissolvido.
ÁGUA ALCALINA
Água que apresenta pH superior a 7 (sete).
ÁGUA ARTESIANA
Água surgente de aquífero cativo, ou
ainda a que atinge a superfície pela própria pressão do
lençol aquífero.
ÁGUA BORICADA
Solução límpida, incolor e inodora, com
3% de ácido bórico.
ÁGUA BRUTA
Água que se encontra em fonte de abasteci-
mento, antes de receber qualquer tipo de tratamento.
ÁGUA CAPILAR
Água fixada entre superfícies sólidas
pouco distanciadas (mm), devido ao balanço entre
as forças de coesão/tensão superficial das molécu-
las do líquido, adesão entre líquido e sólido, e peso
do líquido. Ocorre tanto na zona saturada como na
não – saturada. No topo do aquífero livre forma a
zona capilar.
ÁGUA CONATA
Água retida nos interstícios de uma ro-
cha, quando no momento de sua formação. Água
congênita.
ÁGUA CONGÊNITA
V.
água conata
.
ÁGUA
CONTINENTAL
Comumente considerada como
água corrente (
vide
). No entanto, os rios (
vide
) são na
realidade, apenas uma parte das águas continentais
em estado líquido, pois além das águas dos rios de-
vemos destacar as águas paradas e confinadas, isto é,
os lagos. As fontes e as torrentes são também águas
continentais. No estado sólido, as geleiras ou glaciares
constituem outra parte das chamadas águas continen-
tais. Na superfície do globo, ocupando grande exten-
são de sua área, têm-se as águas oceânicas (
vide
).
ÁGUA CORRENTE
Águas que se movimentam na super-
fície dos continentes. Em sentido restrito usa-se, algu-
mas vezes, apenas referindo-se aos rios e torrentes, em
oposição às águas tranquilas que se referem aos lagos.
As águas de escoamento superficial são as que reali-
zam o trabalho mais intenso de desgaste das formas
de relevo proeminente. Simultaneamente devemos
também considerar o trabalho de depositação feito
pelas águas correntes que dão origem a bancos, praias,
deltas, planícies aluviais, etc.
ÁGUA DE BARITA
Solução aquosa de hidróxido de bário
que apresenta caráter alcalino, sendo utilizada em aná-
lises qualitativas para identificação de gás carbônico e
carbonatos.
ÁGUA DE CONSTITUIÇÃO
Água que faz parte da compo-
sição química de um mineral, tal como a água dos mi-
nerais hidratados.
ÁGUA DE DESIDRATAÇÃO
Água que estava em combina-
ção química com certos minerais e que, posteriormen-
te, ficou livre pelas ações químicas.
ÁGUA DE FUNDO
Água presente na parte mais profunda
de uma coluna de água, sendo caracterizada geral-
mente por uma densidade mais elevada do que a água
de superfície, principalmente graças à sua temperatura
mais baixa.
ÁGUAS DO MAR SALINIDADE
Águas do mar (cujo volu-
me é avaliado em 1.350.000.000 de km3) possuem, em
suspensão, uma quantidade enorme de elementos e
compostos químicos de toda espécie, que provocam
o gosto acentuadamente salgado, que serve para
distinguí-las das águas ‘doces’ ou insípidas dos rios. De
ummodo geral, em 1.000 gramas de água do mar exis-
tem 35 gramas de sais, assim distribuídos (
Schott
):
Como se vê, o
cloreto de sódio
(que é o chamado ‘sal
de cozinha’) predomina de modo quase absoluto
sobre os demais. Tais cifras, entretanto, variam mui-
to de um lugar para outro, embora seja interessante
observar que a proporção mantém-se quase sempre
a mesma. Entre os
fatores
que podem influir sobre a
salinidade dos oceanos e mares, cumpre enumerar:
a) a quantidade de rios que despejam suas águas,
notadamente em mares continentais; b) a quantida-
de de chuvas; c) a temperatura, pois, quando eleva-
da, ocasiona maior evaporação da água, sem que se
altere a quantidade dos sais; d) os ventos, também
causadores de maior evaporação; e) as correntes ma-
rítimas, que transportam os sais marinhos de uma
região para outra.
ÁGUA DE RETENÇÃO
Água contida nos interstícios de
um meio poroso, e não mobilizável pela ação da gra-
vidade.
Em Gramas
%
Cloreto de sódio (sal de cozinha)
27,2
77,8
Cloreto de magnésio
3,8
10,9
Sulfato de magnésio (sal amargo)
1,6
4,7
Sulfato de cálcio (gesso)
1,3
3,6
Sulfato de potássio
0,9
2,5
Carbonato de cálcio (giz)
0,1
0,3
Brometo de magnésio
0,1
0,2
ÁGUA ADSORVIDA
ÁGUA DE RETENÇÃO
wk