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O uso recreativo da praia e residência secundária
então, a praia começa a atrair número cada vez crescente de
pessoas desejosas de entretenimento e de passar férias e feria-
dos apreciando as amenidades litorâneas. O mercado imobili-
ário encontra, então, outro filão, identificando nos atrativos da
praia meios de agregar valor ao produto imobiliário, passan-
do a construir e vender residências secundárias e permanentes
para as classes médias e médias alta.
Em Fortaleza, a partir dos anos de 1920, a praia começa
a ser efetivamente utilizada para fins de lazer, com os banhos
de mar (SILVA, 2006). Com a adesão dessa prática, a praia
passa a ser lugar de passeios, caminhadas, apreciação da brisa
marinha e, sobretudo, para os banhos de mar, principalmente,
entre a classe mais abastadas.
No Brasil, conforme Gomes (2002), essa imagem depre-
ciativa da praia começa ser transformada, sobretudo seguindo
o exemplo dos grandes balneários franceses, que, desde meados
do século XIX, começaram a se impor como lugares de encon-
tro da aristocracia e da alta burguesia.
[...] a duquesa de Berry em Dippe, o duque de Morny em
Dauville, a imperatriz Eugénie Biarritz. Segundo consta, a
atriz francesa Sarah Bernhardt foi uma das primeiras pessoas
a tomar banho de mar em Copacabana, o que, naquela épo-
ca, final do século XIX, ainda chocou as elites brasileiras. A
partir de então, a leitura do banho de mar e da praia em geral
começa a ser revista também no Brasil (GOMES, 2002, p. 219).
No Rio de Janeiro, no início do século XX, as praias do
Botafogo, Leme, Ipanema e Leblon são incluídas na tessitura
urbana carioca, em virtude da crescente expansão de residên-
cias secundárias. Conforme Gaspar (2004), o ramal Igrejinha-
-Ipanema, inaugurado em abril de 1894, a princípio foi consi-
derado um erro pelos acionistas da empresa de bondes carioca
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