Kelson de Oliveira Silva
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Por motivo da necessidade de segurança, muitas pessoas
fazem opção por uma residência secundária em empreendi-
mentos fechados, também pelo fato que esses domicílios ficam
fechados na maior parte do ano (ASSIS, 2006). De acordo com
Assis (2006), o usuário de residência secundária também con-
some a paisagem dos núcleos receptores, desfrutando dos atra-
tivos naturais e culturais como qualquer outro visitante, além
de realizar gastos,não só com a manutenção do imóvel, mas
também com alimentação e recreação.
A discussão conceitual se as residências secundárias se-
riam ou não alojamento turístico depende do significado atri-
buído à concepção de residência secundária e ao termo atribu-
ído ao turismo (COLÁS, 2003).Tendo em vista a complexidade
terminológica e a dificuldade de distinguir o turismo do lazer,
Colás (2003) afirma que essa questão se as residências secun-
dárias seriam alojamentos turísticos ou não seguirá em aber-
to em função da inexistência de elementos teóricos suficientes
para fundamentação da necessária resposta.
Com o intuito de fomentar uma reflexão quanto à clas-
sificação conceitual se o usuário de residência secundária seria
turista ou não, Colás o seguinte exemplo:
La cuestión puede abordarse brevemente con un doble supues-
to: si un barcelonés realiza un viaje de placer un fin de semana
a Madrid y se aloja en un hotel, no hay ninguna duda que ha
de considerarse como un turista; si el mismo individuo y por
el mismo motivo pasa un fin de semana en una residencia se-
cundaria en los pirineos la denominación de turista no es tan
nítida (COLÁS, 2003, p. 35).
Em virtude dessa indefinição conceitual entorno da
questão que envolve o uso de residência secundária para a
prática do lazer e/ou turismo, ressalta-se que não se constitui
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