Página 17 - A Resid

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CONCEITO E ORIGEM
DA RESIDÊNCIA SECUNDÁRIA
Nesse primeiro capítulo serão apresentados os principais
elementos conceituais quanto ao imaginário social do uso de
residência secundária e o panorama espacial em que a intro-
dução europeia do modismo do banho de mar influenciou no
costume de se passar períodos de descanso nesse tipo de domi-
cílio; igualmente, evidenciam-se os elementos que instituíram e
fundamentaram o costume do uso de residências secundárias,
em seus diferentes períodos, que a princípio surgiu na costa
do Mediterrâneo. Por fim, coloca-se, igualmente, o papel do
uso terapêutico e recreativo do banho de mar na redefinição
da paisagem litorânea na Europa e como se deu esse processo
socioespacial no Brasil, apresentando seus desdobramentos ter-
ritoriais, traçando-se um panorama geral da residência secun-
dária nos séculos XIX e XX.
1.1 Contribuições conceituais
O Censo demográfico brasileiro de 1970 registra, pela
primeira vez, o que pode ser entendido como residência secun-
dária, incluídas entre os “domicílios fechados”, categoria essa
adotada pelo IBGE (TULIK, 2001) e atribuída aos domicílios
cujos proprietários não estavam presentes. Em 1980, o IBGE
cria uma categoria específica para a residência secundária, de-
nominada “domicílio de uso ocasional”, se diferenciando do
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