B
235, ou de plutônio 239. Esta reação é constituída por
uma sequência de fissões provocadas pelos nêutrons
das fissões anteriores e, em cada estágio, é acompa-
nhada por uma multiplicação do número de nêutrons
e por enorme desprendimento de energia. O processo
ocorre com grande velocidade, em alguns milissegun-
dos, libertando a energia equivalente à explosão de vá-
rios milhares de toneladas de trinitrotolueno. A bomba
é constituída, esquematicamente, por dois blocos de
urânio 235, ou de plutônio 239, de tamanho inferior à
massa crítica,
separados um do outro. A explosão ocor-
re quando os dois são rapidamente aproximados. Em
outro tipo, a reação é provocada pela compressão vio-
lenta de uma massa do explosivo atômico um pouco
inferior à massa crítica. A energia libertada no processo
aparece sob forma térmica (a temperatura no centro
da explosão atinge, durante alguns microssegundos,
dez milhões de graus centesimais), eletromagnética
(luz, radiação gama, raios X) e radioativa (radiação beta,
nêutrons, etc.). Explodindo na atmosfera, a bomba pro-
voca uma onda de choque de efeitos devastadores a
dezenas de quilômetros do ponto da explosão. Os pro-
dutos de fissão do urânio ou do plutônio podem ser
radioativos e suas radiações provocam efeitos danosos
muito tempo depois da detonação da bomba. Espe-
cialmente deletério é o estrôncio 90. Esta arma foi uti-
lizada pela primeira vez pelos norte-americanos, que a
lançaram sobre a cidade japonesa de Hiroshima, em 6
de agosto de 1945, matando 80.000 pessoas. Dois dias
depois, nova bomba foi lançada sobre Nagasaki, num
genocídio ímpar na história da humanidade.
BOMBA
VULCÂNICA
Produto de grande volume expe-
lido pelos vulcões. Seu tamanho pode variar desde
uma mão fechada e até vários metros de diâmetro. Em
1906, o Vesúvio lançou uma bomba de 12 metros cúbi-
cos, pesando 30.000 toneladas. O vulcão Kirishima, no
Japão, expeliu um bloco de 200 metros cúbicos; sen-
do, no entanto, apenas um fragmento que restou do
bloco monstruoso.
BONANZA
Denominação
aplicada a um grande bol-
são mineralizado presente
dentro de um veio.
BOQUEIRÃO
1. Abertura es-
carpada em uma serra,
por onde corre um rio. Ex.:
Boqueirão.
2. Foz de um rio.
3. Quebrada de uma serra.
Ex.:
Boqueirão,
(RS).
BORBOLETA
Denominação
que deve ser aplicada so-
mente aos insetos da ordem
Lepidoptera
, cujas espécies
apresentam hábito diurno, sendo que, geralmente, ao
pousar, suas asas ficam em posição perpendicular ao
corpo. Possuem antenas clavadas.
BORDA
Beira, orla. Ex.:
Borda da Mata,
cid. (MG).
BÓREAS
Denominação antiga do vento norte.
BORRASCA
Fenômeno atmosférico caracterizado por um
aumento brusco e intenso da velocidade do vento,
com duração de alguns minutos, diminuindo subita-
mente. Pode, por vezes, vir acompanhada de aguacei-
ros e trovoadas.
BOSQUE
Grande arvoredo, mata.
BOTÂNICA
Ciência que estuda os vegetais.
BRAÇA
Antiga unidade de comprimento equivalente a
2,2 metros; unidade de comprimento do sistema in-
glês, equivalente a 1,8 metro.
BRAÇO
Parte estreita de um rio ou do mar que penetra
pela terra. Ex.:
Braço do Norte,
cid. (SC).
BRADILÉTICO (Biologia)
Tipo de evolução que se proces-
sa em um ritmo mais lento que o normal, para um de-
terminado grupo. As espécies com este tipo de evolu-
ção se mantém quase inalteradas por longos períodos
de tempo.
BRADYPODIDAE
Nome de uma família dos mamíferos
desdentados, representada pelas preguiças.
BRAQUIÓPODES
Animais marinhos, bentônicos, dotados
de uma concha bivalve, predominantemente de natu-
reza calcária. Estão fixos ao fundo, geralmente, por um
órgão denominado pedículo ou pedúnculo, podendo
ainda se soldarem por intermédio de uma das valvas. A
valva central, quase sempre a maior, apresenta comu-
mente um orifício denominado forâmen, por onde sai
o pedículo.
BRASÍLIA
Denominação dada às velhas plataformas con-
tinentais arqueanas, o mesmo que
escudo brasileiro
.
BRASILIDES
O mesmo que
brasília
.
BRECHA
Rocha constituída por fragmentos angulares,
cimentados ou dispostos em uma matriz de granu-
lação fina. Pode ser originada
por falhas (brecha tectônica),
erosão (brecha clástica), vul-
canismo (brecha vulcânica)
ou colapso.
BRECHA DE TALUDE
Depósi-
to constituído de fragmentos
de rochas, carregados princi-
palmente pela força da gravi-
dade, e acumulados no sopé
das encostas ou vertentes.
BREJAL
Brejo grande. Ex.:
Bre-
jal,
pov. (PR).
BOMBA VULCÂNICA
BREJAL
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